domingo, 20 de setembro de 2009

Simplesmente ela

Acabo de assistir à peça "Simplesmente, eu: Clarice Lispector", um monólogo interpretado por Beth Goulart. Fosse eu analfabeto ou sequer tivesse lido uma frase de Clarice, mesmo assim gostaria do que ouvi e, sobretudo, vi.
A luz da peça causa dois momentos hipnóticos. O primeiro é quando Beth entra em cena fumando. Clarice tragava como ninguém, na quantidade e na qualidade do ato. É a primeira cena, a personagem não diz nada, a luz diz tudo: solidão.
A última cena também é hipnótica, depois de falar da morte, Clarice diz "Amém" e morre. É o fim, mas ainda não convoca o aplauso. A luz vai do clarão ao breu e volta pro cinza. Beth/Clarice vira um silhueta fatasmagórica no centro do palco. Bravo!

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