quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Bem-aventurados aqueles que sabem viver

Economizei anos de análise agora há pouco. Entrevistei um psicanalista (!!) gay que adotou um menino. Ele disse que todo pai ou mãe, mesmo que biológico, deveria "adotar" o próprio filho. Dar amor, carinho, proteger, enfim, tentar exercer o papel de pai/mãe com o máximo de competência possível. Segundo ele, isso evita muito problema mais tarde.

(parêntesis): Lembrei o que disse, recentemente, o ator Wagner Moura, que é pai. Ele afirmou que a violência no Brasil tem muito a ver com a ausência dos pais em todos os sentidos. Super concordo.

Continuando:

O filho adotivo, que já tem 13 anos, insistiu em falar. Fiquei surpreso: adolescente tem vergonha de câmera. Fissurado em computador e flamenguista doente, ele disse que é "zoado" pelos "amigos" por ter dois pais (o psicanalista tem um companheiro), mas que tenta explicar pros colegas que isso é natural. E mais: disse que ama muito os pais e que quer viver com eles "até morrer".
Engasguei. O garoto sorriu. Deve ter visto que eu também preciso de família, de pai, de mãe, de colo. Ele já tem, obrigado. E você?

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