Economizei anos de análise agora há pouco. Entrevistei um psicanalista (!!) gay que adotou um menino. Ele disse que todo pai ou mãe, mesmo que biológico, deveria "adotar" o próprio filho. Dar amor, carinho, proteger, enfim, tentar exercer o papel de pai/mãe com o máximo de competência possível. Segundo ele, isso evita muito problema mais tarde.
(parêntesis): Lembrei o que disse, recentemente, o ator Wagner Moura, que é pai. Ele afirmou que a violência no Brasil tem muito a ver com a ausência dos pais em todos os sentidos. Super concordo.
Continuando:
O filho adotivo, que já tem 13 anos, insistiu em falar. Fiquei surpreso: adolescente tem vergonha de câmera. Fissurado em computador e flamenguista doente, ele disse que é "zoado" pelos "amigos" por ter dois pais (o psicanalista tem um companheiro), mas que tenta explicar pros colegas que isso é natural. E mais: disse que ama muito os pais e que quer viver com eles "até morrer".
Engasguei. O garoto sorriu. Deve ter visto que eu também preciso de família, de pai, de mãe, de colo. Ele já tem, obrigado. E você?
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
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