quinta-feira, 13 de agosto de 2009

No Cariri

Andava com saudade deste sol faiscante do Crato. É sob ele que flano pelo centro da cidade, o que se faz em dez minutos, em busca de rostos, gostos e cheiros conhecidos e, claro, de frases e almas surpreendentes. Nem sempre se encontram.

Tenho lambido meu afilhado diariamente. Ele parece que já me reconhece. Sorri gratuitamente para mim. O gostoso do sorriso de uma criança é que nele não vêm uma segunda ou terceira intenções. E é um sorriso banguela muito mais bonito do que qualquer dentadura reluzente. Os dentes nascem e com ele a malícia que corrompe o sorriso.

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