Nesse domingo, foi a vez de o Estadão pedir o fechamento da TV Brasil _a Folha já havia feito isso na sexta-feira. Os dois jornalões afirmam que a emissora é um desperdício de dinheiro público.
Já argumentei que a televisão pública preenche espaços essenciais na comunicação brasileira, entre eles a divulgação de produtos de qualidade intelectual superior à tríade reality show, dramaturgia foletinesca e jornalismo factual, que abarrotam o veículo nos dias que correm.
Mas quero agora responder brevemente ao subtexto dos dois editoriais. Há muito, os jornalões perderam o tempero da civilidade nas páginas opinativas. É preciso mais elegância e menos ponto de exclamação. Folha e Estadão parecem imprimir a histeria de uma elite paulistana que está perdendo sua prerrogativa de lançar modas, tendências e valores. Não adianta, hoje, a vanguarda do país é a Banda Calypso (Digite no Google "Chris Anderson", "Free" e "Calypso").
O Brasil é cada vez mais Exu e cada vez menos Praça da Sé _também no sentido religioso. Saravá.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
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